Não se fazem poetas como antigamente, talvez o frio das cabeceiras possa discordar de tamanha mentira, que seja cabeceiras não falam mesmo, o que se vê é uma onda de introspecção coletiva, as praças e os coretos estão extintos da...
moreNão se fazem poetas como antigamente, talvez o frio das cabeceiras possa discordar de tamanha mentira, que seja cabeceiras não falam mesmo, o que se vê é uma onda de introspecção coletiva, as praças e os coretos estão extintos da circulação urbana, nem de longe são os shoppings, a luz e climatização influencia muito o ambiente, a arquitetura comercial sufoca a publica, dessa maneira os shoppings são o espaço do circuito mais viciado pela sociabilidade moderna. A poesia não viu na vitrine nada que quisesse comprar talvez pudesse oque os poetas compram além de sonhos, nada mais, meros ilusionistas da nossa percepção, sujos e oportunistas da verdade, vagão longe de compreensão nos dias atuais, pergunte aos garçons se isso não é verdade. Os garçons com suas canetas davam voz às poesias nas rodas de bar, naqueles guardanapos que limpam da boca mais que sujeira, limpam alma e intenção, triste. Onde foram parar os poetas de guardanapo, as canetas dos garçons sentem sua falta. Não só as canetas, as cores também não superaram de certo tal ausência, as artes s e completam e se relacionam, quando uma esta enfraquecida todas adoecem, quem contaminou a poesia, quem esta reprimindo e matando os poetas? São as próprias palavras. Paradoxalmente foram os poetas que ajudaram as palavras a se desenvolverem, contudo as palavras cresceram mais que a própria poesia, loucura, hoje a palavra machuca sem sentido, o ódio vem norteando sua direção como nunca, de maneira cada vez mais crescente; somado a isso sua circulação é quase instantânea e pouca reflexiva. Com essa velocidade e potencia elas não estão mais sobre o controle dos pobres poetas, que valentes e leais ainda servem a sua finalidade, imaturos eles resistem a essa ardilosa competição tornando-se cada vez mais nobres ao não se entregarem a garra do comodismo. Se á palavra machuca é porque ela não obedece a tirania do silencio, seu exercício é de rebeldia com o sereno, a palavra é descoberta e não pressão, lúdicos poetas que entendem sua real atração, loucos dicionários que serviram ao papel de carcereiros dos sentidos, na interpretação fria as palavras atrofiaram os poetas e alimentam os tiranos. Não se deixe levar pelo conforto do ódio, os corretores não corrigem o sentimento, poesia é além de palavras expressão interna. A devolva ao seu principio real e conheça sua força, os dias de hoje são nebulosos de muita verdade entretanto sejamos teimoso com o silencio, se recusemos a obediência inquestionável do dicionário, escutemos mais as cabeceiras e viva os poetas