Outras naturezas outras culturas Descola
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Miguilim - Revista Eletrônica do Netlli, 2017
The text presented here is the first chapter of the volume Theory and History of Folklore, anthology published by the University of Minnesota in 1984. The original essay was written in russian and published by Vladimir Propp in 1946. All the titles of works that were kept in their original languages by the translators Ariadna and Richard Martin weren't translated either in our version. All the biobliographical notes were excluded. The emphasis in the text are predominantly compatible with the emphasis in the english version. This translation was brought to you by CORE View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk provided by Universidade Regional do Cariri (URCA): Portal de Periódicos
Topoi. Revista de História, 2013
Entrevista feita por Raquel Campos; a revisão, a edição final e a apresentação são de Andrea Daher.
Cambridge afirma que "hoje praticamente ninguém na antropologia social afirma ser um seguidor de Radcliffe-Brown" 4 . Seria hipocrisia se um antropólogo francês com inclinações ao estruturalismo desafiasse esta 1 N.E. Com o intuito de manter o presente texto o mais próximo possível da sua versão original (publicada em 2006 pela British Academy), não adotamos na sua edição as regras de formatação e padronização dos demais textos da revista. Assim, por exemplo, a indicação das fontes e as referências bibliográficas não seguem a ABNT, mas sim o formato da British Academy. Agradecemos a Loredana Ribeiro e Adriane Rodolpho pelas mediações com o autor, Philippe Descola, e com a British Academy, a quem estendemos nossos agradecimentos pela autorização para publicação do texto em português.
O Mito Moderno da Natureza Intocada trata das relações simbólicas e do imaginário entre o homem e a natureza, tendo como centro da análise as áreas naturais protegidas. No mundo em que a civilização urbano-industrial desenvolveu conhecimentos científicos, tecnologias e também meios poderosos de devastação da natureza, rompendo antigas alianças que ligavam o homem à natureza, os mitos ainda continuam vivos. Um desses mitos modernos, originário dos países industrializados, se refere às áreas naturais protegidas, consideradas pelo ecologismo preservacionista como o paraíso, um espaço desabitado, e que a natureza deve ser conservada virgem e intocada. Sucede que esse mito se confronta com outros mitos e simbologias que as populações tradicionais moradoras de parques nacionais protegidos (indígenas, pescadores artesanais, ribeirinhos) têm em relação ao mundo natural. Esse trabalho é também fruto de pesquisas e reflexões sobre o papel da diversidade sócio-cultural e diversidade biológica na afirmação da necessidade de se encontrar uma relação mais harmoniosa entre o homem moderno e a natureza.
Revista de História, 2010
Da natureza para a cultura Entre feras e animais domésticos, o homem definiu as fronteiras da casa, da cidade e o seu próprio lugar na natureza Cláudia Beatriz Heynemann 6/9/2010 A ciência, os hábitos de civilidade, a industrialização e o avanço das cidades nos séculos XV a XVIII separaram a casa da natureza, os homens dos animais. Na Europa e na América, isso não aconteceu de uma hora para outra. Crenças e práticas culturais tiveram seu papel nessa transformação. Por volta dos séculos XV e XVI, acreditava-se que a natureza tinha uma finalidade: os animais e as plantas existiam para satisfazer as exigências de ordem prática, moral ou estética da vida humana. O canto dos pássaros servia para o entretenimento e as ovelhas eram criadas para nos alimentar. Na visão religiosa, esse era o universo da Criação, uma leitura cristã das ideias de Aristóteles (384-322 a.C.), filósofo grego que sustentava que nada na natureza existe por acaso.
Revista Cadernos Do Ceom, 2008
Este artigo busca fazer a relação entre Natureza, Cultura e História dentro da trajetória dos Xokleng, povo indígena que junto aos Guarani e Kaingáng compõe o quadro étnico de Santa Catarina. Para isso, houve um estudo sobre teorias do conceito de Cultura e suas implicações além de um breve histórico da construção ou construções do conceito e usos do termo Cultura. Sem pretender por um fim as discussões, esse artigo objetiva elucidar os termos e suas relações, aproximando também outras disciplinas no estudo da História, como Arqueologia e Antropologia. Nesse sentido com o auxílio da Arqueologia, buscamos características culturais dos Xokleng, como o nomadismo e construções de artefatos, para observar a ligação dessas com a natureza, bem como a implicação dessas manifestações dentro de sua trajetória histórica.
2005
This paper provides insights into the teaching of the History of Science, especially the field of the History of Natural History and Natural Sciences. Although not claiming to be a complete historiographic review of these areas of knowledge about the natural world, it outlines the general traits of the long process of definition of disciplines that were shaped from the Renaissance to the end of the XVIII century. It encompasses various cultural and historiographic traditions that contributed to our present understanding of how Renaissance Natural History abandoned its ancient conceptual frameworks and assumed new practices and shaped itself in the tradition of XVIII century Natural History. The paper comments on these processes by which Botany, Zoology and Mineralogy were individualized as knowledge supported by local practice and global collections, beyond their subordination to medical use. It deals also with their organization as areas of knowledge arising from questioning the origins and historicity of natural beings and processes, due to advances in the realms of ordering and classification and discussions about temporality.
O Mito Moderno da Natureza Intocada trata das relações simbólicas e do imaginário entre o homem e a natureza, tendo como centro da análise as áreas naturais protegidas. No mundo em que a civilização urbano-industrial desenvolveu conhecimentos científicos, tecnologias e também meios poderosos de devastação da natureza, rompendo antigas alianças que ligavam o homem à natureza, os mitos ainda continuam vivos. Um desses mitos modernos, originário dos países industrializados, se refere às áreas naturais protegidas, consideradas pelo ecologismo preservacionista como o paraíso, um espaço desabitado, e que a natureza deve ser conservada virgem e intocada. Sucede que esse mito se confronta com outros mitos e simbologias que as populações tradicionais moradoras de parques nacionais protegidos (indígenas, pescadores artesanais, ribeirinhos) têm em relação ao mundo natural. Esse trabalho é também fruto de pesquisas e reflexões sobre o papel da diversidade sócio-cultural e diversidade biológica na afirmação da necessidade de se encontrar uma relação mais harmoniosa entre o homem moderno e a natureza.

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Suzaneq Maria