Públicos das culturas, os lugares dos estranhos
Públicos das culturas, os lugares dos estranhos
by Rui Matoso
Quando Ortega y Gasset afirma que “viver é estar entregue ao inimigo, ao mundo” dá a entender que não se pode... more
Quando Ortega y Gasset afirma que “viver é estar entregue ao inimigo, ao mundo” dá a entender que não se pode compreender a subjectividade prescindindo dos contextos, do momento histórico em que se vive e das pessoas com quem se estabelecem relações. Neste caso, acrescenta, haveria que substituir o princípio cartesiano resumido no cogito ergo sum, e na sua vez afirmar: penso, logo somos o mundo e eu.
A composição social das nossas cidades está em constante mutação, tendo a questão da diversidade cultural assumido nos últimos anos uma importância política sem precedentes. É nosso objectivo neste artigo equacionar o seu significado e as suas práticas do lado dos públicos da cultura.
Estarão as instituições públicas no geral, e as privadas com financiamento público, suficientemente atentas à participação dos indivíduos marcados pela diferença?
