ABSTRACT OLIVEIRA, Sergio Ricardo Alves de. The Spectacular Leviathan: obsolescence of mercantile historical time in Guy Debord and Robert Kurz-Roswitha Scholz. 201 f. (Doctoral Thesis). Graduate Program in Social Work, School of Social...
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OLIVEIRA, Sergio Ricardo Alves de. The Spectacular Leviathan: obsolescence of mercantile historical time in Guy Debord and Robert Kurz-Roswitha Scholz. 201 f. (Doctoral Thesis). Graduate Program in Social Work, School of Social Work, Federal University of Rio de Janeiro. Rio de Janeiro-RJ, 2017.
This thesis aims to analyze the subject of historical time implicit in the theory of the spectacle, by means of the theory of crisis related to the theory of value-dissociation. Such an endeavor relied especially upon chapters V and VI from Guy Debord’s “The society of the spectacle” (1967) (but also, to a certain extent, made use of pre-situationist, situationist, and post-situationist works), carrying out a study of time and history registered in some of his most remarkable influences, such as Marx, Hegel, Feuerbach, and Lukács, following a critique of commodity fetishism. It is understood that in a non-orthodox fashion composed for a Debordian explanation of historical time contributed to a critique of social time much too distant from Marx’s époque, although situated under the specificity of fetish-capital. The critique of spectacular time, highlighted by the situationists themselves, firstly was activated with a views to surpassing art, which led to the critique of the spectacle per se, right in the middle of the interval of the Situationist International operations (1957-1972). The purpose of this articulation was found in a Kurzian assumption that the 20th century presented a higher level of historical alienation, that is, the spectacular alienation, peaking in what he called ‘collapse of modernity’. Provided that, together with Scholz, his body of theory (also thought within the contribution of Moishe Postone and Alfred Sohn-Rethel) worked herein as a causa movens for the situationist view of time, his own understanding of social time was asserted as well. Thus, the motif was not understood since what a theory could enable another in what could be said, but rather within what could be said regards to the immanence of the time subject related to both bodies of theory. Firstly, the inquiry unfolded from what could be referred to as historical time of capital, so that afterwards an analytical typification of the spectacular time of obsolescence and a time of the collapse of modernity could be structured independently; both of them potentially operating as an introductory study of the historical obsolescence of the commodity and of capital, in its sociotemporal dimension.
Key words: Time; History; Spectacle; Crisis; Collapse of modernity.
RESUMO
OLIVEIRA, Sergio Ricardo Alves de. O Leviatã Espetacular: obsolescência do tempo histórico mercante em Guy Debord e Robert Kurz-Roswitha Scholz. 201 f. (Tese de Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Escola de Serviço Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro-RJ, 2017.
Esta tese objetiva analisar a temática do tempo histórico contida na teoria do espetáculo à luz da teoria da crise localizada na teoria do valor-dissociação. Para tanto, tal investigação demorou-se, sobretudo, nas letras dos capítulos V e VI de “A sociedade do espetáculo” (1967) de Guy Debord (mas também, em alguma medida, na obra pré-situacionista, situacionista e pós-situacionista), empreendendo uma leitura do tempo e da história atestada em algumas de suas influências mais notórias, como Marx, Hegel, Feuerbach e Lukács, na trilha da crítica do fetichismo da mercadoria. Entendeu-se que a maneira não-ortodoxa composta para a elucidação debordiana do tempo histórico contribuiu para uma crítica do tempo social por demais distinta do tempo de Marx, ainda que situada sob a especificidade do fetiche-capital. A crítica do tempo espetacular, lugar de destaque para os situacionistas, em um primeiro momento ativou-se na via de intento de superação da arte, a qual desembocou na crítica do espetáculo propriamente dita, em meados do intervalo de funcionamento da Internacional Situacionista (1957-1972). O motivo desta articulação se deu a partir da premissa kurziana de que o século XX passou a viver sob um maior grau de alienação histórica, i. e., a alienação espetacular, culminando no que ele chamou de ‘colapso da modernização’. Uma vez que, juntamente com Roswitha Scholz, sua teoria (também pensada, para os limites deste estudo, desde as contribuições de Moishe Postone e Alfred Sohn-Rethel) funcionou aqui como causa movens para a visada situacionista do tempo, perquiriu-se, também, a sua própria forma de entendimento do tempo social. A motivação, portanto, não se deu apenas a partir do que uma teoria pudesse capacitar outra em dizer, mas desde o que se poderia dizer na imanência do campo temático do tempo atinente a tais arcabouços teóricos. Primeiramente, o questionamento se desdobrou a partir do que viria a ser o tempo histórico do capital, para mais tarde compor uma tipificação analítica do tempo espetacular da obsolescência, assim como do tempo do colapso da modernização; todas operando potencialmente como um estudo introdutório do obsoletismo histórico da mercadoria e do capital em sua dimensão sociotemporal.
Palavras-chave: Tempo; História; Espetáculo; Crise; Colapso da modernização.