Monte Castêlo (Guifões, Matosinhos)
2010, in Rio da Memória: Arqueologia no Território do Rio Leça
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Todos os artigos são submetidos à avaliação por pares (peer review) DIRECTORA Raquel Vilaça SECRETÁRIO José luís MadeiRa CONSELHO DE REDACÇÃO doMingos de Jesus da CRuz Helena goMes CataRino José d'enCaRnação MaRia ConCeição lopes pedRo C. CaRValHo VasCo gil Mantas CONSELHO CIENTÍFICO alain tRanoy (Université de Poitiers) ana MaRgaRida aRRuda (Universidade de Lisboa) geRMán delibes de CastRo (Universidad de Valladolid) JaVieR sánCHez-palenCia (CSIC-Madrid) JoRge de alaRCão (Universidade de Coimbra) luís Raposo (Museu Nacional de Arqueologia) Manuel MaRtín-bueno (Universidad de Zaragoza) MaRtín alMagRo-goRbea (Universidad Complutense de Madrid) MáRio baRRoCa (Universidade do Porto) tRinidad nogales basaRRate (Museo Nacional de Arte Romano) DESIGN E EDIÇÃO DE IMAGEM José luís MadeiRa SECRETARIADO ADMINISTRATIVO euniCe dionísio IMPRESSÃO: Sersilito, Empresa Gráfica, Lda. ISSN: 0084-9189 DEPÓSITO LEGAL: 93223/95 ANO 2014 Toda a correspondência (envio de originais e de publicações para recensão, pedidos de permuta, etc.) deve ser dirigida a: DIRECTORA da CONIMBRIGA | INSTITUTO DE ARQUEOLOGIA | PALÁCIO DE SUB-RIPAS 3000 -395 COIMBRA | PORTUGAL [email protected] Solicitamos permuta. On prie de bien vouloir établir l'echange. Sollecitiamo scambio. We would like exchange. Tauschverkerhr erwünscht. MONTE MOLIÃO: UM SÍTIO PÚNICO-GADITANO NO ALGARVE (PORTUGAL) MONTE MOLIÃO: A PUNIC-GADITANIAN SITE IN ALGARVE (PORTUGAL) "Conimbriga" L (2011) p. 5-32 rEsuMo: Monte Molião, localizado na costa ocidental do Algarve (Portugal), foi ocupado entre o último quartel do século IV a.n.e. e o século II. Da sua ocupação pré-romana existem dados sobre a arquitectura e técnicas construtivas, bem como abundantes materiais arqueológicos.
Ao abrigo de um Protocolo que une a Câmara Municipal de Lagos, a Faculdade de Letras e a UNIARQ, e que visa o estudo do Monte Molião, realizaram-se, em 2006 e 2007, duas campanhas de escavação. Estes trabalhos de campo permitiram recolher importantes dados sobre as ocupações antigas do sítio, concretamente ao nível da arquitectura. Os espólios recuperados durante os trabalhos de campo possibilitaram também esclarecer aspectos relacionados com a integração do sítio no contexto regional e também supra-regional, ao longo da diacronia da sua ocupação. É agora indiscutível que o Monte Molião esteve ocupado durante a Idade do Ferro, havendo dados que permitem datar, com mais precisão, o momento inicial dessa ocupação. Pudemos também verificar que o período romano-republicano está documentado, com materiais e estruturas, a partir de meados da segunda metade do século II a.n.e., e que na época imperial o sítio se revestiu de considerável importância. O conjunto dos dados permite também perspectivar o momento do abandono, que terá ocorrido em torno aos meados do século II d.C. ABSTRACT According to the pre-established protocol signed between the Lagos district, the Faculty of Letters of Lisbon University and Uniarq, between the years of 2006 and 2007, two archaeological campaigns were carried out to study Monte Molião. This field work gathered important data about the ancient occupation of the site, mostly about its architectonic features. The recovered materials allowed us to clarify some issues related to the interaction and integration of the site in the surrounding area along its human occupation.
História - Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 1987
Em 1986, fomos contactados pelo nosso aluno e colaborador Luís Coutinho Amaral * no sentido de observarmos uma peça, em bronze, aparecida no Castro da Mogueira. Este povoado fortificado situa-se junto a uma curva do Rio Douro, a Nordeste da freguesia de S. Martinho de Mouros, concelho de Resende, distrito de Viseu (fig. ). Com o n.° 866 do inventário de Armando Coelho Ferreira da Silva 2 , havia já sido objecto de uma referência por parte de J. Leite de Vasconcelos 3 è de um estudo epigráfico de Vasco Mantas 4 a propósito de uma inscrição votiva gravada num penedo. Aqui se encontram frequentemente fragmentos de cerâmica indígena e romana, mós, escória e, eventualmente, uma ara e um «tesouro» de moedas.
Portvgalia XXIX-‐XXX, 2008
Cuadernos de prehistoria y arqueología, 2018
As campanhas de escavação realizadas durante a última década em Monte Molião (Lagos, Portugal) têm permitido aduzir dados importantes para o conhecimento da ocupação romana do sul do território actualmente português. Neste trabalho, é apresentado o conjunto de cerâmica de paredes finas exumado no sítio. Trata-se de produções com origem sobretudo na Península Itálica e no sul da Hispânia, abarcando uma cronologia se estende desde os finais do século II a.C. até ao século II d.C. Os contextos de recolha e, portanto, as associações de materiais permitiram analisar a evolução formal desta categoria cerâmica e discutir as morfologias em função do faseamento já definido para o sítio.
Monte do Castelo, pequena colina basáltica correspondente à raíz de um aparelho vulcânico de idade fini-cretácica, que se ergue de 900 m a Sul do povoado pré-histórico de Leceia possui, nas suas adjacências, diversos testemunhos arqueológicos, em boa parte já dados a conhecer. Na carta arqueológica do concelho de Oeiras (CARDOSO & CARDOSO, 1992), doi-lhe atribuído o número 40, no inventário geral das estações reconhecidas. Com efeito, o sítio despertou precocemente a atenção dos investigadores: já Carlos Ribeiro, atendendo à situação geográfica da pequena elevação, entre o local do povoado pré-histórico de Leceia e a foz do Tejo, da qual dista cerca de 2 km (Fig. ), o considerou como atalaia daquele importante povoado pré-histórico. (RIBEIRO, 1878). Contudo, os testemunhos arqueológicos não ocorrem na parte mais alta, nem nas encostas do pequeno outeiro: dispersam-se pela sua adjacência, correspondendo a diversas épocas e tipos de materiais. Assim, na frente de exploração de antiga pedreira de calcários (hoje totalmente preenchida por aterros), outrora situada do lado setentrional da elevação, identificou-se os restos de uma gruta artificial, da qual subsistia apenas parte da câmara (OLIVEIRA & , onde se recolheram restos osteológicos humanos, entretanto estudados (CARDOSO, CUNHO & AGUIAR, 1991). A datação obtida coloca tais tumulações no Neolítico final estremenho (CARDOSO & SOARES, 1994), portanto contemporâneas dos primeiros povoadores de Leceia e com eles certamente relacionadas. Do lado oriental da referida pedreira, em cavidades do "lapiás" preenchidas por "terra rossa", deparou A. Gonzales com alguns materiais arqueológicos (CARDOSO, 1980), entre eles fragmento de IJ) Trabalho preparado pelo primeiro dos signatários, com base em materiais arqueológicos recolhidos pelo segundo.
2014
é sabido o valioso contributo da arqueologia à história económica, sobretudo através do achado de tesouros e de moedas avulsas em escavações arqueológicas. é através da numismática que é feita a análise desses achados, e são os dados daí resultantes que se revelam fundamentais para o aprofundamento do estudo das economias antigas, dado ser possível entrever a frequência de emissão de moeda, a variação dos seus fluxos de abastecimento às várias regiões-sobretudo numa unidade política tão vasta e diversa como foi o Império Romano-, os momentos inflacionários, de pujança ou de crise económica, as reformas monetárias e as imposições da propaganda imperial, as próprias modificações políticas e as variações que exigiram do sistema monetário, enfim, é todo um mundo de informação que, devidamente tratado, permite uma aproximação mais rigorosa à interpretação arqueológica e histórica das sociedades antigas. faz-se normalmente uma distinção entre o tipo de dados fornecidos pelo estudo de um t...
Arqueologia em Portugal 2020 - Estado da Questão, 2020
The archaeological excavation carried out between February 2016 and November 2018 by Era Arqueologia S.A. in the Northeast side of Monte do Castelo de Gaia, highlighted a wide occupational sequence whose genesis dates back to the 4th century BC. and that it extended until the 20th century. Of the most relevant occupations within this wide diachrony (iron age, roman and medieval), we have now chosen to focus on the one that seems most significant to us, since it is unprecedented in this geographical scope: a large rectangular building with approximately 300 square meters, dated from 30 to 15 BC that we interpret as a Horreum, which may have been built in the context of the campaigns related to the pacification of Northern Hispania undertaken by Augustus.
O projeto de Conservação e Restauro da Muralha do Castro de Cidadelhe (Mesão Frio), promovido pela Direção Regional de Cultura do Norte e realizado pela Archeo’Estudos, Lda., apresentava como propósitos a execução de sondagens arqueológicas de avaliação e o acompanhamento das ações de limpeza e desmatação, com o objetivo de confirmar a natureza, tipo e extensão das fundações do troço de muralha exterior, avaliando o seu estado de conservação. Os resultados demonstraram que o povoado apresenta cinco possíveis linhas de muralha adaptadas ao relevo, revelando uma edificação por circuitos defensivos concêntricos, compondo contínuos patamares.
Jose Varela